Santa Casa promove mutirão de exames de catarata para pacientes do SUS em Presidente Prudente

Santa Casa Presidente Prudente — Foto: Santa Casa de Presidente Prudente/Divulgação

A Santa Casa de Presidente Prudente realiza nesta sexta-feira (25) um mutirão de exames oftalmológicos para 60 pacientes do SUS que aguardam avaliação e tratamento de catarata. A ação começa às 8h, no Banco de Olhos Maria Sesti Barbosa, localizado dentro do hospital.

Os pacientes foram previamente contatados pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) e passarão por consultas e avaliações com médicos oftalmologistas.

A partir dos exames, serão identificados os casos que necessitam de cirurgia de catarata. Quando houver indicação médica, também poderá ser avaliada a necessidade de outros procedimentos, incluindo transplante de córnea.

Nos casos em que houver indicação para cirurgia ou transplante, o paciente seguirá o fluxo de atendimento da Santa Casa, com o tratamento realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), sem custo para o paciente.

A iniciativa é realizada anualmente pelo hospital em parceria com o Banco de Olhos Maria Sesti Barbosa e integra as ações do Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.

Além do mutirão, a Santa Casa realiza durante todo o ano ações de orientação sobre doação de órgãos. Em setembro, o trabalho é reforçado com palestras para colaboradores e para a comunidade.

Até setembro deste ano, porém, o hospital ainda não realizou nenhuma captação de órgãos. No mesmo período de 2025, foram registradas quatro captações de múltiplos órgãos e outras quatro captações de córneas.

O número de transplantes de córnea realizados pela Santa Casa também caiu. Em 2026, até setembro, foram feitos três transplantes, contra dez no mesmo período de 2025.

Segundo o enfermeiro Anderson Milhorança, responsável pela área de Captação de Órgãos e Transplantes do hospital, um dos fatores relacionados ao cenário é o aumento da negativa familiar à doação.

“Entre os motivos para a recusa estão questões religiosas, o desconhecimento sobre o desejo do paciente em vida e, principalmente, a falta de informação. Por isso, nosso trabalho é esclarecer as dúvidas da família e mostrar que a doação é um ato que pode transformar e salvar vidas”, explicou.

O profissional também destaca a importância de conversar previamente com os familiares sobre o desejo de ser doador, já que a autorização da família é necessária para que a doação seja realizada.