Pastagem produtiva: o segredo está no manejo
Gustavo Braga, Lourival Vilela, Breno Lobato- Embrapa Cerrados
Antes de formar uma pastagem, três aspectos devem ser observados. Primeiro, é preciso conhecer a textura do solo, o relevo e o clima do local, o que vai auxiliar na escolha da planta forrageira. O segundo aspecto é a fertilidade, fundamental para definir os parâmetros de correção da acidez do solo e de adubação no plantio, que proporcionam à planta o ambiente para o desenvolvimento mais rápido e vigoroso. O terceiro aspecto é que, se o plantio for feito com sementes, a recomendação é de que estas sejam adquiridas de empresas idôneas, que vão garantir a qualidade genética para a formação de uma pastagem produtiva e de qualidade.
Cerca de 60 a 100 dias após o plantio, a pastagem, em certas circunstâncias, pode receber o primeiro pastejo, que deve ser feito com animais mais leves e que só consumam as pontas das folhas. O pastejo leve permitirá o aumento do número de plantas na área e assegurará o vigor da planta forrageira. Com a pastagem já formada, deve-se respeitar os limites de uso da planta, relacionados às alturas recomendadas de manejo. Em geral, as plantas não aguentam pastejo muito baixo e drástico. Se isso for recorrente, será o primeiro passo para o início da degradação da pastagem. Plantas de porte mais alto e de crescimento mais vigoroso, como as espécies forrageiras do gênero Panicum, exigem manejo em lotação rotacionada, o que facilita o manejo do pastejo e aumenta a eficiência de uso da forragem.
Se o manejo do pastejo não for bem feito, podem ocorrer duas situações. Uma é o pastejo muito pesado, com excesso de animais na área. Esse também pode ser outro início do processo de degradação do pasto, pois há diminuição da área foliar, importante para que a planta promova a rebrota; num segundo momento, pode haver a diminuição das reservas da planta forrageira, levando à queda de produtividade do pasto. Por outro lado, se o pastejo for muito leve, acarretará o aumento na formação de hastes, podendo até levar ao acamamento das plantas, com baixa eficiência de utilização, além de plantas “passadas”, de baixo valor nutritivo, diminuindo a capacidade de gerar desempenho animal.
A pastagem em uso continuado diminui a quantidade de nutrientes no solo. Portanto, o monitoramento da fertilidade do mesmo sob a pastagem é importante porque permite definir o momento de reposição dos nutrientes por meio da correção ou da adubação. Essas medidas vão manter o vigor da forrageira, assegurar sua produção para manutenção de um número elevado de animais na área e garantir seu bom valor nutritivo. Tudo isso evita a degradação da pastagem.












