Um homem de 53 anos morreu na madrugada de sábado (25) no Pronto-Socorro de Araçatuba (SP), enquanto aguardava transferência para a Santa Casa.
O boletim de ocorrência, registrado pela esposa do paciente nesta quarta-feira (28), denuncia suspeita de negligência médica. De acordo com o registro policial, Luciano Alex Pereira buscou atendimento na tarde de sexta-feira (24) com dores no peito, náuseas e tontura. A Secretaria Municipal de Saúde, por sua vez, diz que o Pronto-Socorro seguiu as regras para formalização dos pedidos de transferência.
Após uma série de exames, os médicos constataram alteração nas enzimas cardíacas de Luciano e a possível necessidade de um cateterismo. Em depoimento à polícia, a esposa de Pereira relatou que o marido a mantinha informada por meio de um aplicativo de conversas, mas ele parou de responder às mensagens após as 00h40.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/w/S/GNfJFtTiGzBKx19nsY1g/14795582-38-.jpg)
Luciano Alex Pereira morreu em Araçatuba (SP) — Foto: Arquivo pessoal
Ainda conforme o relato, a mulher afirma ter sido impedida pela equipe de ver o marido. De acordo com o BO, Luciano morreu às 03h50 de sábado, vítima de insuficiência respiratória aguda e dor torácica, antes de ser encaminhado à Santa Casa da cidade.
Em nota à TV TEM, a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) informou que o pedido de transferência para o setor de cardiologia foi inserido no sistema às 0h31, com suspeita de infarto agudo do miocárdio.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/U/t/QtezlnTjyjA3WcboXxQg/14795582-37-.jpg)
Luciano Alex Pereira morreu em Araçatuba (SP) — Foto: Arquivo pessoal
Conforme a Central, no momento da solicitação, não havia registro de instabilidade hemodinâmica ou respiratória, e a priorização das solicitações é realizada com base nas informações clínicas registradas e atualizadas pela unidade solicitante.
“A Cross ressalta que as unidades de origem são responsáveis pelo preenchimento e pela atualização das fichas dos pacientes no sistema de regulação, bem como pela realização do transporte seguro e adequado durante as transferências”, conforme consta na nota.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/I/K/rvxUrIS9OkRGKBZ7KA9A/design-sem-nome-4-.jpg)
Pronto-Socorro Municipal de Araçatuba (SP) — Foto: TV TEM/ Gustavo Torrente
O que diz a equipe do Pronto-Socorro
Recentemente, a família de Silvia Maria Domingues Francischini denunciou suspeita de negligência médica após ela aguardar durante três dias no Pronto-Socorro de Araçatuba por uma transferência para a Santa Casa. Pouco depois de chegar ao hospital, a mulher não resistiu.
Em 14 de julho, o irmão de Esther Aparecida Ramos De Oliveira Santos denunciou à polícia uma possível negligência médica. Segundo ele, a irmã passou por atendimento oito vezes na rede pública de saúde em Araçatuba. O óbito da paciente foi confirmado em 9 de julho.
Em entrevista à TV TEM, Leonardo Betim, responsável pela gestão do serviço no Pronto Socorro Municipal, esclareceu que os casos de maior complexidade devem ser encaminhados a um hospital referenciado em um prazo de 24 h, conforme determina a legislação. Segundo ele, nas três situações mencionadas pela reportagem, o prazo foi respeitado.
“O papel do pronto-socorro é dar um desfecho para esses casos de maior complexidade em até 24h. E, nesses casos, foram feitos”, explicou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/l/0/Bjn69UQSiHWA48UJovuA/14795582-36-.jpg)
Leonardo Betim, responsável pela gestão do serviço no Pronto-Socorro de Araçatuba (SP) — Foto: Reprodução / TV TEM












