
Apreensões de drogas sintéticas estão em alta no oeste do estado de São Paulo. Em Presidente Prudente (SP), os casos aumentaram 180% no último ano.
As apreensões de drogas sintéticas estão em alta no oeste do estado de São Paulo. Em Presidente Prudente (SP), os casos aumentaram 180% no último ano. Especialistas alertam para danos irreversíveis após consumo.
O diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Presidente Prudente, Luís Antônio Panucci, destaca as possíveis sequelas mais comuns do uso de drogas sintéticas entre os usuários.
“Os danos cerebrais, principalmente a médio e longo prazo, vão desde distúrbios comportamentais e desequilíbrio, agressividade, até violência extrema, esquizofrenia e podem levar a óbito.”
Em fevereiro deste ano, a Polícia Civil fechou um laboratório clandestino de drogas que seriam vendidas em festas de carnaval. Duas mulheres, de 20 e 42 anos, foram presas durante a operação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).
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Grande quantidade de drogas e outras substâncias entorpecentes, além de arma e munições, foram apreendidas durante a operação — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Casos de denúncia
Segundo a polícia, a ação começou após uma denúncia anônima recebida pelo Disque-Denúncia 197, que apontava a existência de um laboratório usado para produção, preparo e divisão de drogas de alto valor, como dry, icy e maconhas sintéticas.
A Polícia Civil destacou que as apreensões de drogas sintéticas não são tão frequentes na região de Prudente, devido à forma de comercialização dos produtos.
No entanto, em Presidente Prudente, o número de operações aumentou: foram cinco ocorrências em 2024 e 14 em 2025. Já no estado de São Paulo, as apreensões relacionadas ao narcotráfico somam 187 quilos de substâncias sintéticas.
Em 2024, foram apreendidos 22 quilos. Segundo a polícia, isso ocorre devido à mudança na produção: as drogas passaram a ser fabricadas no Brasil.
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Em um dos celulares foi encontrado um ‘cardápio’ com oferta de drogas — Foto: Reprodução/SSP-SP
“[A droga sintética] é facilmente comercializada pela rede social e entregue a domicílio. Isso favorece o consumo por população que tem uma classe social mais elevada”, afirma a delegada da Dise, Adriana Pavarina.
A partir das vendas pelas redes sociais, o usuário consegue preservar a própria identidade e dificulta a identificação e localização dos traficantes, representando um desafio para as autoridades.
Por isso, a delegada da Dise reforça à população: “Estimulamos a denúncia, através do canal 197 da Polícia Civil, nos procurando pessoalmente ou pelo canal 181, que é garantido absolutamente o anonimato do denunciante”.











