POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO REALIZA HOJE (02/09) A SEGUNDA FASE DA OPERAÇÃO INTERESTADUAL “NÊMESIS”, QUE VISA CONCLUIR A DESARTICULAÇÃO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA VOLTADA À PRÁTICA DE FURTOS DE CARGAS E FALSAS COMUNICAÇÕES DE CRIME, RESPONSÁVEL POR CAUSAR UM PREJUÍZO ESTIMADO EM MAIS DE CEM MILHÕES DE REAIS.   

Nesta segunda etapa da investigação, desencadeada pelo 01º D.P. de Rosana-Primavera, foram realizadas diligências visando o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva, cinco deles expedidos pela Comarca de Rosana.

As ações policiais foram desenvolvidas nos estados do Pará, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro.

Essas prisões foram decretadas pelo Poder Judiciário após a conclusão das investigações, oportunidade em que a Polícia Civil ofertou nova representação ao Poder Judiciário.

Hoje (02/09), de maneira simultânea e conjunta, as Polícias Civis de São Paulo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro, deflagraram a operação policial que efetivou essas prisões.

Espera-se que com o cumprimento dessas prisões, a organização criminosa seja completamente desmantelada, cessando assim as práticas delitivas.

Relembrando o caso: 

No dia 23 de junho deste ano, a Polícia Civil de São Paulo desarticulou grupo criminoso de desvio de cargas em todo o Brasil. Motoristas eram cooptados e, após carregaram legitimamente cargas de natureza variada, em específico de soja e ferragens em geral, desviavam essas cargas, entregando-as aos receptadores. Em seguida, compareciam em Distritos Policiais e Delegacias de Polícia, principalmente em São Paulo, onde noticiavam, falsamente, ocorrência de roubo, a maioria das vezes retratando “cárcere” por horas ou dia.

Durante as investigações, analisando os relatos dos noticiantes – na verdade furtadores da carga -, a Polícia Civil conseguiu desconstruir seus relatos empregando meios de investigação tecnológica.

A organização criminosa, composta por indivíduos em sua maioria provenientes dos estados de Minas Gerais e Goiás, atuava com mais predominância no estado de São Paulo, onde através de seus integrantes procediam aos falsos registros.

As investigações perduraram por quase um ano, onde se demonstrou que a organização criminosa foi responsável pelo desvio de cerca de duzentas cargas, avaliadas em torno de R$ 100.000,00 (cem milhões de reais).

Comprovou-se, desta forma, que mais de duzentos registros de roubo de carga encetados no Estado de São Paulo, de fato, não ocorreram.

Durante a investigação foram identificados trinta e seis integrantes dessa organização criminosa, os quais foram naquela data (22/06/21) indiciados pela prática dos crimes de organização criminosa, furtos qualificados e falsa comunicação de crime. Sete deles tiveram suas prisões preventivas decretadas. Foram indicados por falsa comunicação de crime, pois após o desvio de cargas ingressavam em unidades policiais informando fato não ocorrido e gerando o emprego imediato de recursos policiais na elucidação de crime inexistente.

Durante a deflagração da fase ostensiva da investigação policial ainda se cumpriram cinquenta e sete buscas domiciliares.

Visando ainda o sufocamento financeiro da organização criminosa, a Polícia Civil representou ao Poder Judiciário pela decretação de sequestro de mais de cem veículos, totalizando um valor de sete milhões de reais, o que foi determinado pelo Juízo da Comarca de Rosana/SP.

A ação policial ocorre simultaneamente em sete estados da federação (SP; MG; GO; PE; PA; RJ; e BA) e contou com o apoio das Polícias Civis desses Estados, totalizando 220 (duzentos e vinte) policiais civis dos Estados mencionados.

Também em apoio ao 01º Distrito Policial de Rosana/SP, atuaram a DIG-DEIC-8 e as Delegacias Seccionais de Polícia de Presidente Prudente/SP e Presidente Venceslau/SP.

A Polícia Civil explica que o desmantelamento dessa organização criminosa se traduz no alcance de equilíbrio ainda maior nas estatísticas criminais – que já são positivas -, possibilitando um melhor gerenciamento dos recursos e da atuação policial, à medida que se mostra que parte dos roubos de carga registrados eram, na verdade, falsas comunicações de crime.

Agora, concluídas as investigações, os investigados foram processados pelo Ministério Público e apenas parte deles responderão ao processo em liberdade.

A operação recebeu o nome de Nêmesis, em menção à deusa da mitologia grega que representa o destino, o equilíbrio e a justiça Divina.

Dos seis mandados de prisão preventiva expedidos, 4 foram cumpridos até o momento.

Maiores informações:

Deinter-8 Pres. Prudente

Fone 18-3901-3450