Em Indiana (SP), há décadas, a várzea rural reúne equipes da região que compartilham a paixão pela agricultura e pelo futebol.
O trabalho no campo começa cedo e se estende ao longo do dia, mas isso não impede os agricultores de trocar o boné e a bota pelo meião e a chuteira. Em Indiana (SP), uma família de produtores mantém viva a tradição de futebol a partir da várzea rural.
Neto, filho e bisneto de agricultores, Guilherme Kuhn cuida da propriedade rural da família e é atacante do time Sete Copas de Indiana.
“Já venho de umas três gerações e eu também segui (na produção). A gente faz o que ama”, afirma.
A tradição da família no campo vai para além da agricultura. Isso porque a família Kuhn é tricampeã rural, segundo o engenheiro ambiental Carlos Kuhn Faccioli.
“Tem jogador de todos os municípios aqui que participam junto com a gente, levamos a sério mesmo”, comentou o engenheiro.
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Guilherme Kuhn é produtor rural e joga no time Sete Copas — Foto: Reprodução/TV TEM
Os jogos são realizados todos os sábados e, segundo os participantes, são disputados com a intensidade de uma final. Cerca de 20 equipes da região se reúnem para participar do campeonato de várzea rural.
O diretor do Sete Copas, Vitor Negrizoli, participa das partidas desde os 12 anos. O nome da equipe é uma homenagem ao bairro onde o time foi criado.
“O pessoal que era daqui do bairro Sete Copas, depois abrangeu o pessoal de Indiana, alguns de Prudente, mas sempre dando prioridade para quem trabalha no campo”, disse.
⚽ Da roça ao gramado
Outro membro da família Kuhn que se destaca nos campos é Hermínio Kuhn Daldem, que é árbitro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e cresceu no ambiente da várzea rural, jogando ao lado do pai e do avô. Em 2018, ele se tornou árbitro pela Federação Paulista de Futebol, enquanto o título oficial da CBF chegou em 2025.
“Eu entrei na educação física por conta da influência do futebol, então eu sempre gostei de esporte e parti para essa área. Lá dentro apareceu a oportunidade de trabalhar com arbitragem. Surgiu o curso, fui fazendo e estou seguindo até hoje”, contou Hermínio.
O profissional já atuou como quarto árbitro em partidas das Séries A2, A3 e da Bezinha do Campeonato Paulista, em cidades como Araraquara, Novo Horizonte, Campinas e Monte Azul.
Apesar da experiência em diferentes estádios, Hermínio prefere não apitar jogos em Indiana, por um motivo que ele mesmo explica.
“Apitar de amigos é mais difícil, né? Apitar em casa é mais complicado, então deixa para os outros fazerem esse papel aí.”
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Agricultores mantêm tradição esportiva da várzea rural em Indiana (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM












