Presidente Prudente confirma segundo caso de leishmaniose humana; paciente tem dois anos

Transmissão da leishmaniose é feita pelo Mosquito-palha — Foto: Divulgação

O segundo caso de leishmaniose humana deste ano em Presidente Prudente (SP) foi divulgado nesta-feira (15). O paciente é uma criança de dois anos. O primeiro caso foi de um homem de 24 anos, registrado em junho.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Prudente (Sesau), por meio da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), o menino já recebeu o tratamento médico hospitalar indicado para a doença e passa bem, se recuperando em casa.

A família mora no Residencial São Lucas e, diante do caso positivo, a Vigilância Epidemiológica Municipal vai intensificar os trabalhos no bairro a partir desta quarta-feira (16).

Na primeira etapa, a equipe da vigilância vai orientar os moradores sobre a necessidade de separar e disponibilizar materiais orgânicos para retirada.

O recolhimento dos materiais será realizado na próxima segunda-feira (21), quando o caminhão passará pelo bairro, em ação articulada com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semea). Também serão realizados os manejos para orientações de controle do vetor e controle químico.

Transmissão da leishmaniose é feita pelo Mosquito-palha — Foto: Divulgação

Transmissão da leishmaniose é feita pelo Mosquito-palha — Foto: Divulgação

Sintomas e recomendação

Conforme o Ministério da Saúde, a leishmaniose visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos.

A recomendação é procurar o médico assim que surgirem os primeiros sintomas. Uma vez diagnosticada, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de evitar agravo e complicações da doença. Dentre os sintomas em humanos estão:

  • febre de longa duração.
  • aumento do fígado e baço;
  • perda de peso;
  • fraqueza;
  • redução da força muscular;
  • anemia.

Transmissão da doença

Em 2025, foram 87 casos de leishmaniose visceral canina e três casos em humanos em Presidente Prudente, conforme dados da Zoonoses. Já neste ano, até o momento, foram 169 casos caninos, sendo este o segundo caso humano.

A leishmaniose não é transmitida diretamente do cão para as pessoas. A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada. Por isso, manter o quintal limpo é uma das principais formas de prevenção.

Orientações:

Evitar o acúmulo de folhas secas: restos de poda, galhos, fezes de animais, lixo orgânico, entulhos e materiais armazenados em locais úmidos e com sombra;

Uso de coleiras repelentes específicas para leishmaniose: que ajudam a reduzir o contato dos cães com o mosquito transmissor. As coleiras podem ser encontradas em pet shops da cidade.

Os responsáveis também devem ficar atentos aos sintomas da doença nos cães, que podem incluir:

  • emagrecimento;
  • feridas na pele de difícil cicatrização;
  • queda de pelos;
  • crescimento excessivo das unhas;
  • perda de apetite;
  • sangramentos nasais e problemas oculares.

Porém, alguns animais podem não apresentar sintomas, o que torna os exames periódicos ainda mais importantes para o diagnóstico precoce da doença, conforme a prefeitura de Presidente Prudente.