Homem é preso por injúria racial após chamar frentista de ‘macaco’ e imitar animal em posto de combustíveis

Homem permaneceu preso na Cadeia Pública de Adamantina (SP) após cometer o crime de injúria racial — Foto: Portal Siga Mais
Homem permaneceu preso na Cadeia Pública de Adamantina (SP) após cometer o crime de injúria racial — Foto: Portal Siga Mais

Homem permaneceu preso na Cadeia Pública de Adamantina (SP) após cometer o crime de injúria racial — Foto: Portal Siga Mais

Um homem foi preso em flagrante após cometer o crime de injúria racial contra um frentista em um posto de combustíveis em Flórida Paulista (SP). De acordo com a Polícia Civil, o suspeito chamou o funcionário de “macaco”, imitou o animal diante de clientes e testemunhas e foi detido ainda no local do crime. A Justiça converteu a prisão em preventiva.

O crime aconteceu na manhã de terça-feira (28), mas os detalhes foram divulgados pelas autoridades nesta quinta-feira (30). A Polícia Militar foi acionada por volta das 7h40 e flagrou o acusado continuando as agressões verbais de cunho racista mesmo na presença dos agentes.

Conforme o boletim de ocorrência, o agressor estava no posto desde a madrugada e exigia que os funcionários ligassem o aparelho de som e televisão da conveniência. O equipamento estava desligado por determinação anterior da própria PM.

Diante da recusa dos frentistas em descumprir a orientação policial, o homem iniciou os ataques racistas contra um dos trabalhadores. Segundo a Polícia Civil, o suspeito usou termos como “preto” e “macaco” e passou a imitar um primata na frente dos demais funcionários e clientes.

Alterado e agressivo, o homem foi contido e levado à delegacia, onde continuou a proferir xingamentos. Devido ao estado de agitação, ele não conseguiu prestar depoimento formal.

O caso foi registrado como injúria racial com base na Lei nº 7.716/89, que enquadra a conduta com as mesmas penas do crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível.

O homem foi encaminhado para a Cadeia Pública de Adamantina (SP), onde permanece à disposição do Judiciário. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia localizado a defesa do suspeito nem obtido contato com a vítima.