Presidente Prudente confirma caso de leishmaniose visceral humana

Por g1 Presidente Prudente, TV TEM

A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) divulgou, nesta terça-feira (16), o primeiro caso de leishmaniose em humanos em 2026. O paciente é um jovem de 24 anos.

Até a tarde desta terça-feira, o jovem seguia internado no Hospital Regional. A administração municipal não divulgou o estado de saúde dele.

Segundo a prefeitura, após a confirmação da doença, a Secretaria Municipal de Saúde intensificará as ações contra a leishmaniose na cidade, a partir de coleta de sangue e chipagem em cães.

Por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), está prevista para esta quarta-feira (17) a coleta de sangue e microchipagem em cães para diagnóstico da leishmaniose visceral canina no Jardim Eldorado.

O atendimento será na Rua Antônio Lopes Filho, em frente à Praça da Academia da Terceira Idade, das 8h30 às 11h e das 14h às 16h. A mesma ação será repetida no dia 24 de junho, nos mesmos horários e local.

Além das ações de diagnóstico, a UVZ intensificou o trabalho de orientação e manejo ambiental nos bairros Jardim Balneário e Residencial Cervantes, a partir de visitas domiciliares para orientar moradores sobre a doença e as medidas necessárias para eliminar os criadouros do mosquito-palha, transmissor da leishmaniose.

A prefeitura informou que aproximadamente 300 imóveis serão visitados. Também está programado um plantão de coleta no dia 4 de julho, das 10h às 15h, no pátio da Igreja Santo Expedito, localizada na Rua Victório Andreasi Netto, no Residencial Cervantes II.

Conforme o Ministério da Saúde, a leishmaniose visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos.

A recomendação é procurar o médico assim que surgirem os primeiros sintomas. Uma vez diagnosticada, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de evitar agravo e complicações da doença. Dentre os sintomas em humanos estão:

  • febre de longa duração.
  • aumento do fígado e baço;
  • perda de peso;
  • fraqueza;
  • redução da força muscular;
  • anemia.
Transmissão da leishmaniose é feita pelo Mosquito-palha — Foto: Divulgação

Transmissão da leishmaniose é feita pelo Mosquito-palha — Foto: Divulgação

Transmissão da doença

Em 2025, foram 87 casos de leishmaniose visceral canina e três casos em humanos em Presidente Prudente, conforme dados da Zoonoses. Já neste ano, até o momento, foram registrados 117 casos caninos e este primeiro caso humano.

A leishmaniose não é transmitida diretamente do cão para as pessoas. A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada. Por isso, manter o quintal limpo é uma das principais formas de prevenção.

Orientações:

Evitar o acúmulo de folhas secas: restos de poda, galhos, fezes de animais, lixo orgânico, entulhos e materiais armazenados em locais úmidos e com sombra;

Uso de coleiras repelentes específicas para leishmaniose: que ajudam a reduzir o contato dos cães com o mosquito transmissor. As coleiras podem ser encontradas em pet shops da cidade.

Os responsáveis também devem ficar atentos aos sintomas da doença nos cães, que podem incluir:

  • emagrecimento;
  • feridas na pele de difícil cicatrização;
  • queda de pelos;
  • crescimento excessivo das unhas;
  • perda de apetite;
  • sangramentos nasais e problemas oculares.

Porém, alguns animais podem não apresentar sintomas, o que torna os exames periódicos ainda mais importantes para o diagnóstico precoce da doença, conforme a prefeitura de Presidente Prudente.