Decisão sobre a atuação de Ricardo Mansano de Moraes foi publicada nesta quinta-feira (19), na edição nº 33 do Diário Oficial da União.
O auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes foi dispensado de um cargo de confiança na Delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente (SP). A decisão foi publicada nesta quinta-feira (19), na edição nº 33 do Diário Oficial da União. O ato não informa o motivo da dispensa.
Ricardo é investigado em uma operação que apura o suposto vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal. A defesa de Moraes afirmou que os fatos serão devidamente esclarecidos e reiterou a idoneidade do auditor.
Na terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do então auditor, em um condomínio residencial em São José do Rio Preto (SP). A operação também cumpriu três mandados de busca no Rio de Janeiro (RJ), em Salvador (BA) e no Guarujá (SP).
Os celulares dos servidores foram apreendidos, e eles já prestaram depoimento. Prédios da Receita Federal não foram alvo da ação. Também não houve mandados de prisão.
As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os alvos da operação são:
- Luiz Antônio Martins Nunes – Serpro;
- Luciano Pery Santos Nascimento – técnico do Seguro Social cedido à Receita em Salvador;
- Ruth Machado dos Santos – técnica do Seguro Social cedida à Receita em Santos;
- Ricardo Mansano de Moraes – auditor da Receita.
Investigação
Segundo a Polícia Federal, em 12 de janeiro deste ano o STF solicitou à Receita Federal uma auditoria nos sistemas para identificar possíveis irregularidades no acesso a dados de ministros da Corte. Ainda não há detalhes sobre quais informações teriam sido acessadas nem sobre a extensão do eventual vazamento.
Os investigadores apuram se houve quebra ilegal de sigilo de ministros e familiares, sem autorização judicial, nos últimos três anos.
A auditoria da Receita, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento. Desvios já identificados foram preliminarmente informados ao relator do caso no STF.
Em nota divulgada na terça-feira, o STF afirmou que a investigação da PGR aponta “múltiplos acessos ilegais” a dados de ministros e parentes.
A Receita Federal informou que, desde 2023, ampliou os controles de acesso a dados, com restrição de perfis e reforço nos alertas de segurança. No período, foram concluídos sete processos disciplinares, com três demissões e aplicação de sanções nos demais casos.
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Ricardo é investigado em uma operação que apura o suposto vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal — Foto: STF/Divulgação












