Coletor de recicláveis teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá. Crime foi em Presidente Prudente.
O coletor de recicláveis de 20 anos que foi preso em flagrante na sexta-feira (6), após ser suspeito de incendiar um carro por engano em Presidente Prudente (SP), tem mais de 10 passagens pela polícia.
O Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-8) informou ao g1 nesta terça-feira (10), que a prisão em flagrante foi convertida em preventiva e o suspeito foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá.
No momento do crime, um adolescente de 16 anos também participou da ação e, até o momento, ainda não foi localizado. O Deinter informou que diligências estão em andamento pela Delegacia da Infância e Juventude (DIJU) de Presidente Prudente.
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Veículo estava estacionado em rua de Presidente Prudente e foi incendiado por engano — Foto: Divulgação/Polícia Civil
No boletim de ocorrência consta mais de 10 passagens pela polícia do coletor de recicláveis, por crimes como lesão corporal, tráfico de drogas, furto e corrupção de menores, nos últimos três anos.
Inclusive, o suspeito já havia sido preso em flagrante em três ocasiões distintas em 2024, sendo solto mediante alvará de soltura em todas as ocasiões, conforme o registro policial.
Carro incendiado por engano
Segundo o boletim de ocorrência, o veículo estava estacionado em frente à casa da proprietária, na Alameda Zeferino Ocolatte, Jardim Jequitibás, quando vizinhos perceberam as chamas e acordaram a família, na madrugada de sexta-feira (6).
A mulher, que dormia com seu bebê, se assustou ao ver o fogo tomando conta do carro e, com ajuda de moradores, tentou conter as chamas até a chegada do Corpo de Bombeiros. Parte do veículo ficou destruído.
De acordo com o documento, imagens de câmeras de segurança mostraram um dos suspeitos correndo pela rua, com o rosto parcialmente coberto, logo após o início do fogo. A vítima informou à polícia que não conhecia e nem tinha qualquer relação com os suspeitos.
Durante as buscas, um motorista de aplicativo relatou à polícia que havia transportado os dois suspeitos e indicou o local onde eles desembarcaram. O homem foi localizado pouco depois e confessou a autoria, enquanto o adolescente ainda não havia sido encontrado.
‘Vingança’ e ataque por engano
Conforme o boletim de ocorrência, em depoimento, o suspeito contou que ele e um adolescente estavam em um bar quando foram agredidos por um terceiro. Após o ataque, a dupla decidiu se vingar.
Eles solicitaram um carro por aplicativo e passaram a seguir o suposto agressor. No meio do trajeto, pararam em um posto de combustíveis, compraram um galão e o abasteceram com gasolina. Em seguida, seguiram até o bairro indicado pelo menor.
No entanto, durante o percurso, perderam de vista o veículo que acompanhavam. Já no local, os dois viram um carro com características semelhantes estacionado na via pública e presumiram, de forma equivocada, que se tratava do automóvel do agressor.
Movidos pelo “desejo de vingança”, os rapazes derramaram combustível sobre o veículo e atearam fogo. O incêndio consumiu grande parte do automóvel.












